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Sonangol prevê alienar participações já este ano

A petrolífera estatal angolana Sonangol deverá vender já este ano as participações em várias empresas estrangeiras, incluindo a China Sonangol International Holding (CSIH).

A CSIH é detida pela Dayuan International Development Limited (70 por cento), com a empresa angolana a deter uma participação minoritária de 30 por cento, informa a agência noticiosa Angop.

Criada em 2004, a China Sonangol International Holding está sediada em Hong Kong, desde 06 de setembro de 2012.

A petrolífera vai também vender a participação na China Sonangol International Limited, de acordo com o Programa de Privatizações (Propriv) em curso no país. A Sonangol prevê também alienar este ano a participação que detém na Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos S.A (ENCO), com sede em São Tomé e Príncipe.

A petrolífera angolana prevê a alienação de 70 ativos, de uma lista de 195 empresas e ativos a privatizar pelo Estado até 2022.

Além de Angola, os ativos e participações da Sonangol encontram-se em Portugal, Estados Unidos, França, Reino Unido, Gibraltar, Ilhas Cayman, Bermudas, Costa do Marfim, Singapura, Cabo Verde e Panamá.

A lista de empresas a privatizar inclui a TAAG – Angola Airlines, ENSA – Angola Insurance, Bodiva – Bolsa de Valores de Angola, e outras empresas do setor dos transportes, recursos mineiros, telecomunicações, bem como da área financeira.

A CSIL com sede em Hong-Kong, uma parceria entre a Sonangol e a CIF, é a responsável pelas operações comerciais das exportações de petróleo angolano para a China, detendo várias concessões petrolíferas, tanto em Angola como no estrangeiro.

Entretanto, Angola anunciou que vai aumentar a capacidade de armazenamento onshore de produtos petrolíferos refinados com a construção de um novo terminal, projeto avaliado em 662 milhões de dólares norte-americanos, envolvendo empresas dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

O presidente de Angola, João Lourenço, autorizou em dezembro a construção do terminal da Barra do Dande, na província do Bengo, que circunda a capital, Luanda, no litoral.

A previsão é que a instalação entre em operação no primeiro semestre de 2022, adicionando, na primeira fase, 641.500 metros cúbicos à capacidade de armazenamento e, na segunda fase, outros 1,7 milhões de metros cúbicos. Não foi apresentado qualquer cronograma para a segunda fase.

Há muito que se fala na execução de uma instalação de armazenamento na província do Bengo, perto da única refinaria de petróleo do país, em Luanda. Essa construção começou em 2014, mas acabou por parar em 2016.


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