ONU preocupada com detenção ilegal e violação de direitos humanos de adversários políticos na Guiné-Bissau - Plataforma Media

ONU preocupada com detenção ilegal e violação de direitos humanos de adversários políticos na Guiné-Bissau

O Gabinete da ONU para a África Ocidental e Sahel (UNOWAS, sigla em inglês) manifestou preocupação com a detenção ilegal e violação de direitos humanos na Guiné-Bissau contra adversários políticos e limitações à liberdade de imprensa

“Na Guiné-Bissau, a insegurança e as violações dos direitos humanos contra adversários políticos continuaram a ser uma preocupação, com relatos de detenções arbitrárias, intimidação, detenção ilegal de adversários políticos”, refere um relatório da UNOWAS a que a Lusa teve hoje acesso.

O relatório do representante do secretário-geral para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, e com data de 24 de dezembro, que faz um balanço e recomendações sobre a situação política e de segurança na África Ocidental, será analisado na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.

“A liberdade de imprensa no país foi igualmente limitada, uma vez que bloggers e ativistas políticos das redes sociais foram alvo de pessoas uniformizadas e armadas”, pode ler-se no documento.

Durante o ano de 2020, foram registadas perseguições e detenções arbitrárias de políticos guineenses, principalmente militantes e simpatizantes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que venceu as legislativas de 2019, mas que não está no Governo.

As instalações da rádio Capital, em Bissau, crítica do atual regime, foram também destruídas e dois ativistas políticos, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, no Governo) foram espancados por alegados membros da segurança do chefe de Estado.

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, está em Lisboa há quase um ano, e o antigo primeiro-ministro Aristides Gomes encontra-se refugiado nas instalações da ONU, em Bissau, desde fevereiro.

Em relação ao tráfico de droga no país, o relatório indica também que a Guiné-Bissau “parece estar a emergir como um entreposto de distribuição de cocaína com destino a Lisboa, tendo em conta o número de detenções que se fizeram nessa rota entre julho e setembro”.

Durante o ano de 2020, a Polícia Judiciária deteve várias pessoas por transporte de cocaína via aérea através de Lisboa ou com destino a Lisboa.

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