Retomada de empregos com carteira assinada prioriza contratação de homens

por Guilherme Rego
Thiago Resende

Apesar da crise da Covid-19, foram geradas 107,5 mil vagas para homens desde março; para mulheres, foram fechadas 220 mil.

Após o forte tombo no início da pandemia, o mercado de trabalho formal reagiu no segundo semestre de 2020, mas em ritmo diferente para homens e para mulheres. As recentes contratações de profissionais do sexo masculino para vagas com carteira assinada sobem mais do que para trabalhadoras.

As mulheres, que já eram minoria entre os empregados formais, perderam ainda mais espaço desde março, quando a crise do coronavírus começou a afetar a economia nacional.

Março, abril e maio foram marcados por um amplo movimento de demissões, em diversos setores de atividade econômica. Apesar da crise, o mercado de trabalho para homens, considerando todos os setores, já se recuperou.

Foram geradas 107,5 mil vagas com carteira assinada para trabalhadores do sexo masculino — resultado entre contratações e demissões de março (início da pandemia) a novembro.

Isso quer dizer que há mais homens trabalhando com carteira assinada do que antes da crise da Covid-19.
Para as mulheres, o saldo é negativo. De março a novembro, foram fechados 220,4 mil postos de trabalho formais. Ou seja, há menos profissionais do sexo feminino com carteira assinada.

Com isso, o Brasil registra um saldo negativo de 112,9 mil empregos na pandemia — resultado puxado pelas demissões de mulheres.

“Tem muita vaga [de emprego aberta] na verdade. Já mandei meu currículo para muitos lugares, mas não estão me chamando [para trabalhar] mesmo“, disse Hellen Danielle Freitas, 20, que trabalhava em uma padaria na área nobre de Brasília (DF).

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