Grupo de senadores recusa-se a certificar vitória de Biden nos EUA

Grupo de senadores recusa-se a certificar vitória de Biden nos EUA

Um grupo de onze senadores republicanos anunciou neste sábado que se irá opor à certificação que o Congresso deve fazer do resultado das eleições nos Estados Unidos, decisão que pode atrasar a confirmação da vitória de Joe Biden, embora não a impeça

Até agora, apenas um senador, Josh Hawley, havia expressado sua intenção de questionar formalmente a vitória do democrata na quarta-feira, um ato incomum que ameaça expor as tensões dentro do Partido Republicano. 

“O Congresso deve nomear imediatamente uma comissão eleitoral, com autoridade total para investigar” possíveis “fraudes eleitorais”, disseram sete senadores em exercício e quatro senadores recém-eleitos em um comunicado, ecoando as acusações feitas pelo presidente cessante Donald Trump lançadas por quase dois meses sem apresentar evidências. 

Essa comissão “fará uma auditoria emergencial de 10 dias sobre os resultados nos estados”, na qual os dois candidatos lutaram por uma vitória muito apertada, propôs o grupo, liderado pelo influente senador Ted Cruz, representante do Texas.

Sem essa auditoria, “votaremos em 6 de janeiro para rejeitar os eleitores dos estados disputados”, acrescentou. 

Nos Estados Unidos, o presidente é eleito por sufrágio universal indireto. O Colégio Eleitoral, que funciona como intermediário, ratificou a vitória de Biden em 14 de dezembro, com 306 votos contra 232 de Trump. 

A Câmara dos Deputados e o Senado se reunirão na quarta-feira para certificar esses resultados, procedimento que costuma ser mera formalidade. 

Mas o presidente que está deixando o cargo ainda se recusa a reconhecer sua derrota e pediu a seus apoiadores que se manifestassem em Washington neste dia. 

Na Câmara dos Deputados (Baixa), com maioria democrata, mais de uma centena de republicanos pretendem votar contra a certificação, segundo a CNN.

Mas em nenhuma das casas haverá votos suficientes para que a estratégia seja bem-sucedida. 

“Não somos ingênuos. Sabemos que a maioria, senão todos os democratas, e talvez alguns republicanos, votarão de outra forma”, reconheceram os onze senadores em seu comunicado. 

Trump tem regularmente instado os legisladores republicanos a apoiá-lo em sua cruzada para desafiar os resultados da eleição presidencial de novembro. Suas tentativas falharam totalmente no tribunal. 

O recurso legal mais recente, apresentado pelo congressista republicano Louie Gohmert, foi rejeitado na sexta-feira no Texas por falta de provas suficientes.

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