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Por um mundo melhor

Por formação acredito na astronomia – mas aceito a astrologia. Já vi e ouvi muita coisa, de musas africanas, gurus indianos e mestres de Feng Shui. Sei, porque aprendi na escola, e vejo com os meus olhos, que a Lua mexe no mar. Logo, penso nas outras energias no ar; sinto que mexem na terra. Júpiter e Saturno, numa conjunção única no século, encontram-se em Aquário. Dizem os astrólogos, traz novas tendências económicas, financeiras, sociais e de pensamento. É uma era mais feminina, solidária, durante a qual “ser” será mais importante do que “ter”. Gosto. Espero mesmo que sim. Mais do que isso… temos mesmo de mudar. E já não me refiro à astrologia – sim ao instinto de sobrevivência, coisa de pele animal.

Júpiter, planeta da expansão; e Saturno, da responsabilidade e dos desafios, só há 400 anos estiveram tão próximos. Os peregrinos chegaram ao novo mundo. Intuo que vamos viver uma espécie de ampulheta invertida. Desta vez não há novo mundo a alcançar – é uma nova forma de ver o mundo que nos vai simplesmente abalroar.
Vivemos hoje na cloud, no espelho ao contrário, nas mentiras em vídeo… uma versão fantasmagórica de Orwell tão banal que já nem assusta, na manipulação política da hegemonia, numa velocidade de vagas que se atropelam e anulam… O que queremos disso tudo. Viver? Sobreviver? Pelo menos entender? E que tal sabermos escolher. Não o novo mundo, porque ele não pede licença; mas a forma como o vemos e o queremos viver.

Se isso vem com a Era de Aquário, seja ela bem vinda. Se não for, deixo uma sugestão. No mundo de hoje basta toda a gente acreditar, ou ser levada a crer, que a coisa funciona como se na verdade existisse. Que tal combinarmos todos estória que nos sirva. Vamos fazer um mundo melhor. Se todos acreditarmos nisso, se calhar somos mesmo capazes de o montar.

*Diretor-geral do Plataforma

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