Centenas de requerentes de asilo cubanos bloqueiam ponte entre México e os EUA - Plataforma Media

Centenas de requerentes de asilo cubanos bloqueiam ponte entre México e os EUA

Cerca de 300 cubanos bloquearam por oito horas, entre terça e quarta-feira , uma ponte na Ciudad Juárez, no México, que faz fronteira com os Estados Unidos, exigindo autorização para aguardar os seus pedidos de asilo nos EUA

Aos gritos de “queremos passar, queremos passar!”, os manifestantes posicionaram-se na faixa para peões da ponte Paso del Norte, na fronteira com o Texas e o Novo México, até à madrugada de quarta-feira, suportando baixas temperaturas.

Em resposta ao protesto, as autoridades dos EUA colocaram arame farpado na beira do viaduto e mobilizaram a tropa de choque.

“Movimento não autorizado além deste ponto levará à prisão”, avisou um agente dos EUA através de um altifalante.

“Que eles nos deixem esperar por nosso (processo de) asilo político dentro dos Estados Unidos, é a única coisa que pedimos”, disse o cubano Raudel Tejeda à AFP.

Os migrantes denunciaram que enquanto aguardavam os seus processos em território mexicano viram os seus direitos violados. “Não saímos de Cuba para morar aqui no México. A polícia mexicana maltrata-nos muito, pede dinheiro para tudo, sequestra-nos (…) Há muita violência”, denunciou Laura García.

Elier Rojas, um migrante cubano que está em Ciudad Juárez há cerca de um ano, mostrou lesões na cabeça e garantiu que foi agredido por polícias de Ciudad Juárez.

Os Estados Unidos enviaram cerca de 60.000 migrantes para o território mexicano, a maioria deles da América Central e de outros países latino-americanos, sob o programa “Fique no México”, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Essa política prevê que os requerentes de asilo que chegam à fronteira sul do país aguardem em território mexicano a resolução de seus casos.

Mas a emergência de saúde derivada da disseminação da covid-19 em ambas as nações colocou os procedimentos em espera.

Após as enormes caravanas do final de 2018 e início de 2019, Trump ameaçou o México com sanções comerciais se não tomasse medidas para conter a onda de imigração.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, enviou então cerca de 26.000 militares para suas fronteiras norte e sul.

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