Cabo Verde Connect com quebras nas tarifas até 80% após anúncio de operações - Plataforma Media

Cabo Verde Connect com quebras nas tarifas até 80% após anúncio de operações

 Cabo Verde Connect constatou uma quebra nas tarifas até 80%, cinco dias após anunciar o início de operações para o arquipélago, que aconteceram com um voo Lisboa-Praia, com 26 passageiros, anunciou a companhia.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa, na cidade da Praia, pelo administrador e diretor-geral, Mário Almeida, e pelo administrador, Tiago Raiano, após o voo inaugural da Cabo Verde Connect Services, que saiu de Lisboa e aterrou na cidade da Praia.

O anúncio do primeiro voo para Cabo Verde aconteceu em 11 de novembro e, segundo os empresários, cinco dias depois as tarifas para o arquipélago registaram uma quebra de até 80%.

“Passados cinco dias de nós termos anunciado as rotas, o povo e a economia de Cabo Verde beneficiaram automaticamente, com quebras de tarifas na ordem dos 70 a 80%. Esse é o facto mais relevante”, constatou Tiago Raiano.

Se na altura do anúncio das operações, a TAP tinha tarifas até 900 euros, hoje a Cabo Verde Connect iniciou as viagens com tarifas de 240 euros num único sentido, preço que vai ser fixo, independentemente da época, segundo Mário Almeida.

Nascido em meados de 2018, o projeto pretende ligar o arquipélago ao mundo, recuperar os fluxos turísticos, revitalizar o turismo, aumentar conectividade, ser uma alternativa ao tecido empresarial e melhorar a mobilidade interna e externa do país.

A Cabo Verde Connect vai ligar Lisboa a Praia e ao Sal duas vez por semana, enquanto em São Vicente vai operar nesta primeira fase apenas com um voo até 05 de janeiro, que será retomado em junho, em aparelhos A320/A321ER e com horários que permitirão aos passageiros fazer o seu voo de conexão a outras ilhas do arquipélago.

Nos próximos seis meses, o operador vai oferecer 54 mil lugares para Cabo Verde, sendo que o objetivo é atingir os 70% dessa capacidade, perspetivou Mário Almeida, cabo-verdiano e antigo delegado da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) em Lisboa.

Precisamente sobre a antiga TACV, agora Cabo Verde Airlines (CVA), com gestores islandeses e que se encontra inoperacional, os responsáveis da Cabo Verde Connect lembraram que desde o início deixaram claro que não iriam ocupar rotas que poderiam chocar com o ‘hub’ no Sal.

“Por isso é que nós estamos aqui na Praia, por isso é que é a nossa base e nascemos na Praia, por isso é que recrutamos as pessoas que já não trabalhavam para a CVA e estavam desempregadas”, explicou o diretor-geral da Cabo Verde Connect Services (CVCS).

Por sua vez, o português Tiago Raiano sublinhou que o projeto assenta na conectividade, na melhoria e na parceria, e que em 2018 foi discutido com a CVA, numa altura em que não estava a voar para a Praia.

“Aquilo que nós esperamos e desejamos é que a CVA recupere rapidamente, que comece a voar rapidamente e nesse momento nós deixaremos de fazer voos regulares para o Sal e neste sentido ocuparemos um espaço que existe, que é necessário para o tal equilíbrio, para a inexistência de dependência e de monopólios que permitam estar ao serviço da competitividade de Cabo Verde e da economia cabo-verdiana”, completou o administrador português do grupo.

Para o futuro, o projeto tem uma vertente doméstica, mas que não passa por operar voos inter-ilhas, mas sim servir de uma plataforma para o turismo de curta duração, indicou Mário Almeida, num serviço que vai ser denominado de Cabo Verde Aviation.

O voo inaugural chegou à Praia com 45 minutos de atraso e regressa a Lisboa no mesmo dia com 38 passageiros, sendo que o projeto pretende ainda ligar Cabo Verde a outras cidades europeias e americanas onde residem as maiores comunidades cabo-verdianas.

Os responsáveis reconheceram a limitação atualmente com a covid-19, mas se tiverem que suspender por causa da pandemia transferem os voos para mais tarde e se um passageiro comprar um bilhete e depois o teste der positivo ser-lhe-á reembolsado o valor da passagem imediatamente.

Uma outra novidade é que a Cabo Verde Connect não vai fazer a venda direta de passagens, mas sim as agências de viagens, opção considerada “feliz” pelo presidente da Associação das Agência de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVTCV), Mário Sanches.

O responsável associativo cabo-verdiano disse que a CVCS inaugura uma “nova era” no relacionamento com as agências de viagens, em que é parceira e não concorrente, considerando que deveria servir de exemplo para outras companhias.

Para Mário Sanches, trata-se de “uma luz que se acende” para os operadores, fortemente afetados pela pandemia de covid-19, entendendo que estão criadas as condições para o cabo-verdiano começar a viajar com preços atrativos, competitivos e “salvar centenas de postos de trabalho”.

A Cabo Verde Connect fornece diversos serviços especializados no setor da aviação e realiza os voos através de um contrato assinado com a SATA Azores Airlines, que disponibilizará os aparelhos para a execução do plano de voos para as ilhas de Santiago, São Vicente e Sal.

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