China admite aderir a pacto transpacífico abandonado por Trump - Plataforma Media

China admite aderir a pacto transpacífico abandonado por Trump

A opção de um acordo de comércio livre transpacífico foi promovido, na altura, pelo antigo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, mas abandonado por Donald Trump. Alguns dias depois de assinar o o acordo comercial mais importante do mundo em termos de produto interno bruto, a China admite aderir ao acordo.

O objetivo deste acordo, quando sugerido por Barack Obama, seria de contrariar o crescente aumento da influência da China na Ásia. No entanto, a nova versão da parceria transpacífica global (CPTPP), assinado por Canadá, Austrália, Brunei, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Perú, Singapura e Vietname, foiu abandonada por Donald Trump a janeiro de 2017, defendo que os acordos multilaterais eram “desfavoráveis”.

Ontem, Xi Jinping, o Presidente chinês, declarou o interesse em aderir ao acordo. Ao dirigir-se à reunião do Fórum económico Ásia-Pacífico (Apec), organizada pela Malásia, Xi Jinping declarou que os seus países membros deveriam “continuar a promover a cooperação económica regional e estabelecer em breve uma zona de comércio livre Ásia-Pacífico”.

Citado pelos orgão de comunicação estatais, Xi admitiu “juntar-se plenamente” à CPTPP. Donald Trump também participou na cimeira virtual da Apec, mas o facto de não participar na cimeira desde 2017 foi entendido pela Ásia como um sinal de desinteresse.

As declarações de Xi Jinping surgem apenas alguns dias após a China e outros 14 países da Ásia e Pacífico terem assinado um acordo comercial promovido por Pequim destinado à formação de uma gigantesca zona de livre comércio.

Segundo os analistas estas Parceria regional económica global (RCEP) constitui o acordo comercial mais importante do mundo em termos de produto interno bruto (PIB), e abrange mais de dois mil milhões de habitantes.

Esta acordo, cujos membros representam 30% do PIB mundial e que exclui os Estados Unidos, foi considerado um importante sucesso para a China, num momento em que os EUA batem em retirada.

Deborah Elms, especialista em comércio internacional sediada em Singapura, considerou que caso a China adira ao CPTPP, outros países poderão optar pela mesma decisão.

“Se a declaração de interesses de Xi for concretizada nas próximas semanas ou meses, irá decerto suscitar muitas questões por parte dos atuais membros, de membros potenciais e de outros que não pensam de todo aderir ao CPTPP”, assinalou, citada pela agência noticiosa AFP.

Este artigo está disponível em: English

Artigos relacionados
EconomiaMundo

Plano de relançamento vital da economia anunciado nos Estados Unidos

EntrevistaLusofonia

Carmen Amado Mendes: “Temos capacidade para reunir a massa crítica dedicada à Ásia”

MundoPolítica

Covid-19: Guterres apela ao G20 para demonstrar audácia e ambição

ChinaEconomia

China e nações da Ásia Pacífico assinam o maior acordo comercial do mundo

Assine nossa Newsletter