Como o Dia do Saci quer rivalizar com o Halloween no Brasil

por Guilherme Rego
Edison Veiga

Arteiro que só ele, o saci quer dar um jeito de se apropriar das abóboras do Halloween. E, como propagam os “saciólogos” Brasil afora, devorá-las feito escondidinho de carne-seca, numa receita nacional. É o que prega o jornalista e geógrafo Mouzar Benedito, um dos criadores da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci), instituição fundada em 2003 para não deixar morrer a cultura do personagem, o negro de uma perna só, cachimbo na boca e carapuça vermelha na cabeça.

Incomodado com a, nas suas palavras, “invasão cultural representada pelo Halloween no Brasil”, ele e um grupo de amigos decidiram fundar a associação e lutar para que no mesmo dia se celebrasse o Saci. Criaram um evento em São Luiz do Paraitinga, no interior paulista, e mobilizaram para que a cidade instituísse, desde aquele mesmo ano de 2003, uma lei municipal determinado que o dia 31 de outubro seria do Saci.

A iniciativa acabou sendo replicada em outros municípios e, no ano seguinte, lei semelhante também foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. “O Halloween foi imposto como uma coisa ideológica de propaganda, como marca do domínio da cultura dos Estados Unidos sobre nós”, justifica-se Benedito, à BBC News Brasil. “Uma forma de domínio de um povo, de uma civilização, é mostrar e impor uma ideia de que a cultura do colonizador é melhor e maior do que a do colonizado.”

Leia mais em Folha de S.Paulo.

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