Ministro das Finanças da Guiné-Bissau critica pré-aviso de greve geral no país - Plataforma Media

Ministro das Finanças da Guiné-Bissau critica pré-aviso de greve geral no país

João Fadia apelou hoje à consciência profissional e de cidadania dos guineenses, referindo-se a uma eventual greve geral da Função Pública, e lembrou que o crescimento económico do país caiu -2,9%

“A nossa economia vai conhecer um recuo, vai haver uma recessão e o crescimento será de -2,9%”, afirmou João Fadia, em conferência de imprensa, salientando que em 2020 a receita interna da Guiné-Bissau caiu 28%.

O ministro das Finanças explicou que o recuo do crescimento económico e das receitas internas ocorreu devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus e que aconteceu em todo o mundo.

“Em 2021 estamos a prever um crescimento na Guiné-Bissau de 4,8%. Isto na expectativa de que haverá uma certa normalidade nos fluxos económicos internacionais. Espero bem que os países consigam lidar melhor com a covid-19, porque quando nos apanhou em março ninguém sabia como lidar com isso”, afirmou João Fadiá.

A União dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, principal central sindical do país, anunciou que vai entregar ainda esta semana um pré-aviso de greve geral para a Função Pública para novembro.

“O nosso crescimento negativo significa a riqueza que nós produzimos, a consciência profissional, a consciência de cidadania deviam estar presente em todas as nossas ações, incluindo as reivindicações”, afirmou o ministro.

João Fadia disse também que o Governo só pode fazer aquilo que lhe é possível e que só vai até ao limite das suas capacidades.

“Nesta altura, eu penso, que as nossas capacidades limitam-nos a fazer esse esforço que já fizemos”, afirmou.

A União dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, principal central sindical do país, anunciou que vai entregar ainda esta semana um pré-aviso de greve geral para a Função Pública para novembro para reivindicar o cumprimento da lei de contratação de quadros e a melhoria das condições de vida dos funcionários públicos.

O setor da saúde da Guiné-Bissau também tem feito greve para reivindicar o pagamento de subsídios.

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