Novo 'Borat' encontra 'McDonald' Trump, agora com um humor menos fálico - Plataforma Media

Novo ‘Borat’ encontra ‘McDonald’ Trump, agora com um humor menos fálico

Sacha Baron Cohen e o realizador Jason Woliner retomam esse conceito de guerrilha num mundo novo e estranho. Do Cazaquistão para a América…com humor

Em “Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”, lançado em 2006, um instrutor de humor americano explica o conceito de uma piada com “só que não” a Borat Sagdiyev, o estúpido mas envolvente jornalista cazaque interpretado por Sacha Baron Cohen. “A pessoa faz uma declaração fingindo ser verdadeira, e no final da frase acrescenta um ‘só que não’”, o instrutor explica.

Mas Borat enfrenta problemas para encontrar a pausa necessária para fazer com que a brincadeira funcione. Primeiro, ele para por muito tempo antes de acrescentar o “só que não”; depois, faz uma pausa curta demais. O gracejo não funciona.

A comédia pós-moderna de Baron Cohen depende daquela pausa. Viajando pelos Estados Unidos na pele de um bufão que profere absurdos preconceituosos ininterruptos, ele confronta pessoas com uma série de piadas “só que não” oferecidas como uma espécie de teste de laboratório. Ele é antissemita, só que não. Ele é misógino, só que não. Se você consegue detectar a pausa, você faz parte do público certo para o gracejo, se não consegue, você é o alvo da sátira.

Na continuação muito aguardada do filme, “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, que lança no serviço de streaming da Amazon em 23 de outubro, Baron Cohen e o diretor Jason Woliner retomam esse conceito de guerrilha num mundo novo e estranho. Borat emerge como que de uma cápsula do tempo.

Por todos esses anos, explica a sequência de abertura do filme em tom cúmplice, ele esteve preso por embaraçar o Cazaquistão com suas aventuras anteriores. 

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