11/9 e Covid-19: os acontecimentos que mudaram o mundo, cada qual à sua maneira

11/9 e Covid-19: os acontecimentos que mudaram o mundo, cada qual à sua maneira

Fez no dia 11 de setembro, 19 anos que caíram as Torres Gémeas. Muitas teorias foram publicadas sobre este acontecimento que marcou negativamente a história da humanidade, particularmente a população de Nova Iorque e de uma forma marcante, todas as pessoas envolvidas nesta tragédia. Terá sido Bin Laden o único  responsável? Ou foi uma implosão que ocorreu nas torres, orquestrada pelos serviços secretos americanos ou de outro país? A posse da verdadeira versão estará certamente nas mãos de muitas pessoas poderosas e influentes que por um ou outro motivo ainda não a divulgaram. Os segredos daquele trágico dia serão divulgados um dia, porque tal como reza a história em casos dúbios, alguém irá repor a verdade dos factos! 

O 11/9 marcou desde então toda a vida do cidadão comum. A segurança ficou muito mais apertada nos aeroportos, fronteiras e em locais de maior risco de atentados, tais como nas embaixadas e pontos de interesse turístico em que aglomeravam pessoas de nacionalidades diversas. 

Viajar passou a ser um risco. Até mesmo estando a divertir-se numa discoteca, passeando no centro comercial ou dentro do metro numa viagem de rotina diária de um ponto até ao outro da cidade.

A insegurança pairou sobre as pessoas e do ponto de vista económico e consequentemente social, o acontecimento de 11/9 influenciou decisivamente de forma negativa estes dois parâmetros importantes para qualquer região ou país. 

Com o passar de tempo e o acostumar da população, a vida de cada um de nós voltou quase à era pré-11/9.

Numa altura em que parecia que o mundo finalmente estava a atingir uma fase social e económica mais estável, a 31/12/2019 era reportado em Wuhan um surto de infeção por coronavírus, geneticamente parecido ao do SARS. Desde então, o vírus propagou-se inicialmente intrafronteiras da China e numa fase posterior a outras regiões ou  países asiáticos, estendendo-se exponencialmente e por fases para os restantes continentes. O vírus, com mutações genéticas sucessivas, tornou-se cada vez mais virulento, provocando milhares de mortos e sequelas neurológicas em doentes afetados por Covid-19.

Provou-se sucessivamente que o grau de contágio era fácil entre as pessoas e várias medidas foram tomadas para minorar a sua propagação. Lavagem das mãos, utilização de máscara, isolamento e distanciamento social, evicção de aglomerados de pessoas, controlo de temperatura, foram as medidas até ao momento mais importantes para reduzir a propagação do vírus. A pandemia resultou num  total descalabro social e económico, tendo levado a fecho de centenas de empresas e como consequência, despedimento de trabalhadores e aumento de taxa de desemprego no país e noutras partes do mundo. O PIB de grandes potências mundiais, passou a ser negativo. A China que foi o país onde foram reportados os primeiros casos, com medidas drásticas e em total comunhão com a população, conseguiu de uma forma progressiva reduzir o número de casos na comunidade e é neste momento dos poucos países com PIB positivo. Macau, Região Administrativa Especial da própria China, não regista casos na comunidade há 150 dias. As medidas que foram tomadas em Portugal e outros países são ligeiramente diferentes das da China e Macau. A diferença principal é na utilização de máscara em locais públicos. Uma medida discutível para alguns, mas eficaz para os outros epidemiologistas. O que importa neste caso são os resultados. A utilização de máscara de forma universal pode ser a verdadeira solução para este problema, associado a testes moleculares mais frequentes para o Covid-19. Nenhum turista deveria entrar em Portugal sem ter o teste negativo realizado nas últimas 72 horas. As pessoas oriundas de países com grande número de casos como por exemplo, Estados Unidos, Índia e Brasil e naqueles países em plena segunda vaga, devem fazer o teste 24 horas antes de viajarem para Portugal. Apenas com estas duas medidas, associadas às outras já referidas, iremos conseguir parar o aumento de novos casos no nosso País. 

O 11/9 provocou insegurança e medo, de um inimigo visível que, com interação e vigilância internacional, foi possível reduzir o risco face à tecnologia avançada na deteção de ameaças vindas do exterior. 

Covid-19 provocou também insegurança e medo mas de um inimigo invisível, pelo tamanho e forma de contagiar o ser humano. Temos de minorar o risco até ao seu total desaparecimento. Prevenção através das medidas já anunciadas e a vacinação em massa de uma vacina segura, testada até a fase 3, com milhares de voluntários, em que haja um grupo de controlo sem ter sido aplicada qualquer vacina, e um outro grupo a que tenha sido aplicada uma ou mais doses de vacina, com o objetivo de detetar precocemente efeitos secundários graves, são armas que temos para erradicar o Covid-19.

A melhoria progressiva na fase pós 11/9 deveu-se pela coragem e união entre as diferentes nações no combate ao terrorismo. As pessoas acabaram por enfrentar o medo e a insegurança, voltando pouco a pouco, a sua vida normal. No Covid-19, não podemos deixar de ter medo, porque o vírus mata e provoca sequelas. A população deve enfrentar o vírus com responsabilidade e acima de tudo, cumprindo com rigor as orientações sanitárias. A OMS deve tomar uma decisão firme na escolha da (s) vacina (s). A nossa maior segurança, dentro da insegurança atual, é e será sempre, proteger-nos e assim também iremos proteger a pessoa que esteja mais próxima de nós.

Dois momentos inesquecíveis no mundo que fizeram mudar a nossa maneira de estar na vida e reprogramar a nossa atuação na família, no emprego e na sociedade. O primeiro não dependia de nós para tentar minimizar os danos causados à posteriori. O segundo depende só e exclusivamente de nós próprios para o erradicar. Momentos diferentes! Soluções distintas! 

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