Só metade dos jovens no desemprego tem acesso a subsídio - Plataforma Media

Só metade dos jovens no desemprego tem acesso a subsídio

Atribuição da prestação a quem tem até 34 anos continua a manter baixa a taxa de cobertura do subsídio de desemprego no país.

É entre os jovens que mais tem crescido a atribuição de subsídio de desemprego, mas a taxa de cobertura da prestação entre quem tem até 34 anos e perdeu o emprego mantém-se ainda muito aquém daquela que se regista nos restantes grupos etários.

Em agosto, apenas 50% dos jovens com inscrição por desemprego ativa nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) estavam a receber o subsídio da Segurança Social.

De acordo com as estatísticas da Segurança Social, publicadas ontem, 62.147 jovens estavam no mês passado a receber o subsídio de desemprego. Eram, sensivelmente, metade dos desempregados jovens contabilizados em agosto pelo IEFP. Excluindo jovens com inscrições nos centros de emprego dos Açores e da Madeira, sem dados desagregados nas estatísticas nacionais, eram 123.827.

A taxa de cobertura do subsídio para esta faixa etária, a mais penalizada com a perda de emprego da pandemia, fica assim em 50%, nos cálculos do Dinheiro Vivo. Compara com uma taxa de 63% no grupo dos 35 aos 54 anos, e com uma taxa de 61% entre desempregados com idades a partir dos 55 anos que mantêm inscrição ativa nos centros do IEFP. É, por conseguinte, a cobertura baixa entre os mais jovens que mais contribui para manter baixa a taxa nacional que em agosto tornou a ficar nos 55%. Ainda assim, a atribuição de subsídio a desempregados jovens tem vindo a acelerar, praticamente duplicando por comparação com agosto do ano passado (mais 95%). Nesse mesmo período, o desemprego de menores de 35 anos medido pelas inscrições no IEFP cresceu menos, em 62%, com a taxa de cobertura da prestação a passar dos 42% aos 50%.

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