Como a estratégia de Trump levou os EUA às 200 mil mortes - Plataforma Media

Como a estratégia de Trump levou os EUA às 200 mil mortes

Desde janeiro, a maior economia do mundo teve uma estratégia errática na contenção da pandemia, Trump dizia que estava tudo sob controlo, que as máscaras não eram necessárias e que era urgente reabrir o país após as restrições impostas pelos estados.

São 200 mil mortos por covid-19 em cerca de nove meses, o que representa mais de um quinto do total de óbitos a nível global. Um número impressionante que foi atingido pelos Estados Unidos da América, o país onde o novo coronavírus mais infeções provocou em termos absolutos: perto de sete milhões (6 860 484 segundo o Instituto Johns Hopkins). Em março, Donald Trump disse que se conseguisse ter até 200 mil mortes no país teria feito “um trabalho muito bom”. E agora espera uma vacina para evitar um pior cenário. Na semana passada, a média do país rondou os 40 mil novos casos e 750 mortes por dia, já abaixo dos números assustadores dos meses anteriores.

O total de mortes é um dado que apresenta diferenças consoante as fontes e as suas atualizações. O Instituto Johns Hopkins aponta que os EUA têm 200 005 mortes – às 17.00 de 21 de setembro – enquanto o site Worldmeters já refere mais de 204 mil mortes. Seguindo o Johns Hopkins, verifica-se que o total de mortes no mundo é de 965 893, o que torna os EUA um dos principais focos globais. Brasil com 137 272 e Índia com 89 935 mortes são os outros países que se distinguem nesta trágica contagem.

Nova Iorque é o estado com o pior registo – 33 092 mortes – seguido pela vizinha New Jersey (16 069). São ambos estados muito populosos e que recebem muitos viajantes. Depois de instalada, a epidemia alastrou e só em agosto começou a dar sinais de estar em retrocesso. A estratégia de Trump tem sido muito criticada, por ter desvalorizado o perigo, garantindo que estava tudo sob controlo, que afetava os mais jovens e que não havia risco de maior para os americanos. Pelo meio, a China passou de heroína, por conter bem o vírus, a vilã e a OMS foi quem pagou: os EUA deixaram a organização da ONU, que acusam de ter feito uma má gestão e de estar condicionada pelo governo chinês.

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