Bolsonaro: "Não consigo matar este cancro que são as ONGs" na Amazónia - Plataforma Media

Bolsonaro: “Não consigo matar este cancro que são as ONGs” na Amazónia

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, defendeu as políticas do seu Governo para a Amazónia, insistindo que há uma “campanha” contra o Brasil por causa dos incêndios naquela região, e mais uma vez atacou as ONGs.

“Sabe que as ONGs, em grande medida, não me podem vencer, mas eu não consigo matar este cancro que, em grande medida, são as ONGs”, disse Bolsonaro na transmissão que realiza semanalmente na rede social Facebook.

Desde que o líder brasileiro chegou ao poder em janeiro de 2019, os incêndios e a desflorestação na Amazónia dispararam para taxas históricas, o que no ano passado alarmou grande parte da comunidade internacional e grupos ambientais.

Organizações não governamentais ambientais atribuíram este aumento na degradação do maior pulmão vegetal do planeta às políticas “agressivas” de Bolsonaro, que encorajam a expansão de todas as atividades económicas naquela região.

“Eu disse-o claramente. Temos de desenvolver a Amazónia”, insistiu o Presidente brasileiro, reiterando que os incêndios naquela região este ano não são tão grandes como em 2019, devido a uma maior supervisão governamental e ao facto de a época de seca não ser tão grave como nos anos anteriores.

Admitiu que embora os incêndios na Amazónia tenham sido mais bem controlados este ano, aumentaram no Pantanal, um pântano partilhado pelo Brasil, Bolívia e Paraguai.

“O Pantanal tem problemas com incêndios”, mas nessa área “a temperatura ultrapassou os 42 graus e há também combustão espontânea”, disse, ao explicar o fenómeno, embora reconhecesse que também há incêndios que são ateados “de forma criminosa”.

Bolsonaro reiterou também que o Brasil “é o país que mais preserva as suas florestas” no mundo, e voltou a deixar claro que enquanto estiver em funções, nenhuma nova reserva indígena será posta de lado.

“14% do território do país são reservas indígenas. Há quem queira aumentar isso para 20%, mas o Brasil não o suporta”, porque entre outros fatores “poria fim ao agronegócio”, que é um dos pilares da economia nacional, afirmou .

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