Militares da força oeste africana começam a abandonar a Guiné-Bissau após oito anos - Plataforma Media

Militares da força oeste africana começam a abandonar a Guiné-Bissau após oito anos

Um primeiro contingente, composto por 130 soldados da força de interposição composta por países da África Ocidental, abandonou a Guiné-Bissau, na quinta-feira à noite, disse hoje o general Mamadu Bá, chefe das operações das Forças Armadas guineenses

A força denominada Ecomib foi constituída por cerca de 700 soldados de países da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO) em 2012 na sequência de um golpe de Estado e os primeiros soldados chegaram a Bissau em junho daquele ano.

O contingente foi constituído por soldados e polícias do Burkina Faso, Nigéria, Senegal e Togo e mais tarde reforçado por peritos em defesa da Costa do Marfim.

A sua missão foi dar proteção aos titulares e edifícios onde funcionam os órgãos de soberania e aos principais líderes políticos guineenses.

Para marcar a partida do contingente do Togo, que deixa em Bissau 10 soldados para o embarque do equipamento de apoio, o general Mamadu Bá saudou “a forma como a Ecomib ajudou os guineenses” ao longo dos últimos oito anos.

“Fazemos votos que encontrem a vossa família em paz e de boa saúde nas vossas terras”, assinalou Mamadú Bá, que falava em representação do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biague Na Ntan.

O chefe das operações do Estado-Maior guineense salientou que os elementos da força da Ecomib “podem levar a Guiné-Bissau no coração” e que os nacionais deste país também guardarão “boas recordações” daqueles soldados.

“Somos irmãos de armas, mas também somos irmãos de verdade, porque somos todos africanos”, salientou o general guineense.

Se não fosse pela situação criada pela pandemia de covid-19, os soldados da Ecomib já teriam deixado por completo a Guiné-Bissau em março, altura em que o atual Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, deu por finda a missão.

Desde março que o contingente da Ecomib se manteve acantonado em diferentes quartéis de Bissau e em Cumeré, a 40 quilómetros a norte da capital guineense.

Fontes militares disseram ser “impossível de momento” precisar a data em que o resto do contingente irá sair do território guineense devido ao encerramento de fronteiras de alguns países africanos por causa da crise provocada pela covid-19 e de escassez de voos.

O contingente do Togo deixou Bissau num voo fretado pela CEDEAO a uma companhia privada oeste africana.

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