Cientistas avisam que é preciso começar a reciclar o lixo plástico da pandemia - Plataforma Media

Cientistas avisam que é preciso começar a reciclar o lixo plástico da pandemia

É preciso encontrar alternativas sustentáveis para as máscaras e as luvas e plásticos de utilização única. É uma das recomendações de uma equipa da Universidade de Aveiro, que estudou o problema do lixo da pandemia.

Quando a pandemia do novo coronavírus galgou as fronteiras da China e alastrou ao resto da Ásia e à Europa – e logo depois às Américas -, o confinamento generalizado para tentar travar a progressão da doença e evitar o colapso dos sistemas de saúde teve um efeito colateral inesperado: a queda quase abrupta da poluição atmosférica. Foi uma boa novidade, ainda que temporária. Mas as más notícias na frente ambiental não haveriam de tardar.

O ar tinha melhorado, sim, mas em contrapartida a quantidade de plásticos não reutilizáveis, entre máscaras, luvas e outros materiais de proteção, que foi preciso passar a usar na proteção diária para prevenir o contágio pelo coronavírus, disparou. E muito desse lixo está agora espalhado no ambiente, a contaminar rios e, certamente, também já os oceanos.

Preocupados com o problema, investigadores da Universidade de Aveiro decidiram fazer uma avaliação da situação e elaboraram uma série de recomendações para uma melhor gestão coletiva, mas também individual, deste novo lixo que ameaça inundar tudo em redor.

Entre essas recomendações, a equipa de Aveiro propõe que todos esses materiais sejam reciclados, depois da sua desinfeção ou quarentena, que sempre que seja possível as pessoas optem por materiais reutilizáveis, nas máscaras, por exemplo (feita a devida lavagem), e também que se regresse rapidamente ao trilho da economia circular que estava a ser traçado para os materiais plásticos antes de surgir a pandemia, que virou tudo do avesso – produzir de forma mais sustentável e com materiais inovadores não poluentes é outro dos conselhos dos cientistas portugueses.

O estudo e as propostas foram publicados num conjunto de três artigos científicos, entre março e agosto.

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