Escritores lusófonos fazem apelo contra "escalada" do populismo e xenofobia - Plataforma Media

Escritores lusófonos fazem apelo contra “escalada” do populismo e xenofobia

Os escritores adiantam que não podem olhar para o lado nem continuar calados. E assumem o compromisso de jamais participarem em eventos, conferências e festivais conotados com ideias que colidam com os princípios da tolerância e da dignidade humana.

Um conjunto de quase 200 escritores de língua portuguesa exigiu, esta terça-feira, que sejam assumidos compromissos políticos para impedir uma “escalada” do populismo, da violência e da xenofobia, e apelou aos agentes democráticos para que contrariem estas ameaças ressurgentes.

Numa carta aberta enviada à Lusa, assinada por 187 escritores lusófonos, que vão do brasileiro Chico Buarque às portuguesas Hélia Correia ou Lídia Jorge passando pelo moçambicano Mia Couto, os signatários mostram-se conscientes de que pode haver um “custo” em “dar palco ao que, em circunstâncias normais, não mereceria uma nota de rodapé”.

Em declarações à TSF, Ana Margarida de Carvalho, uma das signatárias, afirma que se estão a pisar “linhas vermelhas perigosas”, e pede aos “órgãos institucionais que cumpram a sua função, impedindo o crescimento de forças antidemocráticas”. “Estamos a pedir o óbvio, mas estamos num tempo em que o óbvio tem de ser pedido”, diz Ana Margarida de Carvalho.

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