Presidente libanês sugere "ataque de míssil ou bomba" em Beirute - Plataforma Media

Presidente libanês sugere “ataque de míssil ou bomba” em Beirute

O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou esta sexta-feira que “não se pode excluir” que as explosões ocorridas em Beirute possam ter sido causadas por “intervenção externa”.   

Três dias após as explosões que devastaram Beirute e deixaram mais de 150 mortos, a possibilidade da tragédia ter sido causada por uma “intervenção externa” ganha força. O Presidente do Líbano explicou que, segundo a explicação oficial das autoridades, as explosões se devem a um incêndio num aramazém de fogos de artifício, que ateou fogo às 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas nas proximidades desde 2014. 

Em declarações aos jornalistas, Aoun explicou que a explosão ocorreu por problemas “em três níveis” e que isso pode indicar “a possibilidade de uma intervenção externa por meio de míssil, bomba ou outros meios”. “Primeiro, como o material explosivo entrou e foi armazenado […]; o segundo foi a explosão, resultado de negligência ou acidente […; e terceiro, a possibilidade de haver interferência externa por meio de míssil, bomba ou outros meios” .

O Presidente do Líbano destacou, ainda, que pediu para ao Presidente francês, Emmanuel Macron, as imagens por satélite da cena da explosão no dia 4 de agosto e que, “se a França não enviar as imagens, nós vamos pedi-las a outros países para saber se é uma agressão externa ou as consequências de uma negligência”.

O presidente do Líbano, Michel Aoun

O Chefe de Estado afirmou, neste contexto, que “vinte pessoas já são alvo da investigação e dos procedimentos, mas isto leva tempo”. Afirmou ainda que não foi levantada a possibilidade de uma investigação internacional durante as reuniões do dia anterior em Baabda. “Os apelos a uma investigação internacional sobre a questão do porto têm como objetivo afogar a verdade” , estimou o chefe de estado. “Todos os envolvidos serão interrogados”, garantiu.

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