Telefónicas brasileiras vão vender 4G mais rápido ao preço de 5G - Plataforma Media

Telefónicas brasileiras vão vender 4G mais rápido ao preço de 5G

O leilão do 5G deve ocorrer em 2021, mas as operadoras decidiram usar as redes que montaram para a nova tecnologia e vão lançar pacotes com serviços que simulam a velocidade da quinta geração. Mas só para quem compra aparelhos por cerca de 6400 reais (pouco mais de mil euros).

Para embarcar nessa inovação, conhecida no setor como “sub-5G”, o cliente terá de arcar com ao menos R$ 6.400 para adquirir um aparelho 5G atrelado a um plano de cada operadora (Claro, Vivo ou TIM). Para a Vivo, somente o aparelho, um modelo da Motorola, sai por quase R$ 10 mil.

A Claro foi a primeira a lançar os planos. Na Vivo, líder do mercado, a previsão era que o 5G chegasse às principais capitais nesta sexta-feira (24). São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre estão entre elas.

Nos planos individuais (entre R$ 150 e R$ 165), o aparelho sai, em média, por R$ 6.340, em parceria com aplicativos como Netflix, WhatsApp e Spotify.

Quem fizer a portabilidade também terá preços menores. Para os planos familiares, o desconto no aparelho é maior (sai por R$ 4.600), mas é preciso incluir até oito dependentes com uma franquia de dados de 500 MB.

Para se ter ideia, um iPhone 11 4G de 128 MB de capacidade custa R$ 4.650 nas redes varejistas.

A antecipação do 5G ocorre porque as teles vão usar as frequências do 4G (1,8 Ghz e 2,5 Ghz, por exemplo) para atender tanto clientes da quarta geração quanto os novos, de 5G.

Inovações desse tipo são comuns no mercado de telefonia. Foi assim no passado, quando o 2G, que só permitia ligações, virou 2,5G. Naquela época, o serviço ficou conhecido como WAP e hoje é conhecido como a pré-história da navegação pelo celular, que, tecnicamente, só chegou com o 3G. Desta vez, ocorre algo parecido.

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