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Confiança dos consumidores está de regresso

Um relatório da UBS Securities indicou que a confiança dos consumidores está a recuperar terreno na China, depois do regresso ao trabalho ter avançado bastante a meio do ano, havendo expetativas de que mais pessoas aumentem os gastos nos próximos três meses.

A corretora internacional identificou a digitalização, a saúde e a atualização do consumo como as tendências dominantes que definem a recuperação sequencial do consumo após uma queda profunda causada pela pandemia da COVID-19.

Seguindo 3.000 consumidores chineses de diferentes cidades, idades e rendimentos (incluindo a situação financeira e os respetivos padrões de consumo), o estudo, desenvolvido em maio, constatou que 61 por cento dos entrevistados esperam um aumento dos rendimentos, enquanto 58 por cento planeiam aumentar o consumo nos próximos três meses.

Este otimismo é suportado por 94 por cento dos entrevistados terem referido o regresso ao trabalho no final de maio nas respetivas respostas, contra apenas 52 por cento, num estudo de opinião semelhante realizado em março.

As áreas em que a maioria dos entrevistados planeiam aumentar os gastos está virada para o desporto e os ginásios, além dos setores médico e da saúde. Esta tendência para o aumento do otimismo dos consumidores verifica-se igualmente quando 77 por cento dos entrevistados mostrou disponibilidade para pagar mais por melhores produtos.

“Embora seja pouco provável que venha a acontecer uma verdadeira explosão no consumo, num ambiente ainda de procura contida, prevê-se uma melhoria substancial nos gastos, uma vez que pessoas querem recuperar a confiança, o humor e o bem-estar depois de fortes bloqueios e perda substancial de mobilidade devido à pandemia”, disse Peng Yanyan, chefe do departamento de consumo na UBS chinesa. 

Isso dará aos líderes de mercado de cada segmento uma vantagem adicional, assegurando uma participação ainda maior na resposta à procura, previu Chen Yang, analista de produtos básicos do UBS. 

Por exemplo, a cadeia chinesa de chá com leite HEYTEA abriu a loja número 500 no mundo, na passada segunda-feira, em Nanjing Road, no centro de Xangai, afastando rapidamente o efeito negativo relacionado com a covid-19 que estrangulou muitas empresas do setor dos alimentos e bebidas. 

A loja decorada com as cores preta e dourada, que a empresa diz significar “design privilegiado em locais privilegiados”, fica ao lado do principal shopping da cidade, Shanghai New World Daimaru, sugerindo um forte poder de regateio para garantir a localização da loja lado-a-lado com marcas de prestígio. 

“Temos testemunhado uma aceleração visível de novas lojas desde o segundo trimestre”, disse Peng. “É realmente um bom momento para obter uma localização ideal, pois os pedidos de novos negócios estão ainda em fase de normalização”, assinala o documento. 

A tendência de atualização do consumo continua, embora debilitada pelo choque COVID-19. Mais de três quartos dos entrevistados disseram que estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de alta qualidade, e mais da metade escolheria itens de autoaperfeiçoamento, como educação e desporto. Essa preferência é especialmente percetível entre os moradores de cidades de primeira linha, como Pequim e Xangai. 

Os analistas continuam otimistas sobre as perspetivas de relançamento do mercado doméstico de luxo, embora este tenha inevitavelmente sofrido com as restrições das viagens ao exterior e as incertezas do rendimento a curto prazo.

“De um modo geral, os grupos de rendimento elevado são muito menos vulneráveis ao choque económico, comparativamente com a população de rendimentos baixos”, disse Peng. “Portanto, essa procura, simplesmente não desaparece – as pessoas deixam é de ter os anteriores canais comuns de compras, como sejam as lojas ´duty-free´ durante viagens ao exterior”, exemplificou. 

Os analistas da corretora esperam que o segmento de luxo recupere no segundo trimestre, especialmente porque o crescimento constante do rendimento está de volta aos trilhos e novas entidades comerciais, como lojas isentas de impostos nos centros das cidades, começam a enraizar-se no país ao longo do tempo.

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