Em Pedrógão Grande continuam "entregues à sorte" - Plataforma Media

Em Pedrógão Grande continuam “entregues à sorte”

A Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão está empenhada em replicar o projeto das aldeias resilientes. Que para já são apenas quatro, nos três concelhos. Dina Duarte, que agora preside à direção, diz que em três anos pouco mudou na região: não houve reflorestação, nem planos de limpeza. E apela a que sejam usados os milhares de euros que ainda estarão à mercê do Fundo Revita, dinheiro que foi doado pelos portugueses

Nestes três anos deveria ter sido feito outro trabalho. Alguns projetos-piloto que estávamos à espera e nunca avançaram. Um conjunto de atividades que nos desse a segurança, a nós que vivemos nas aldeias e nas vilas, para podermos continuar a viver cá. E isso não aconteceu. Continuamos entregues à nossa sorte, ou à boa vontade das autarquias, que não têm capacidade económica nem equipamento necessário, para fazerem a limpeza necessária. Foi feita alguma coisa na [estrada] 236-1, mas há estas aldeias todas, que são centenas”.

O desabafo de Dina Duarte – presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), que em janeiro sucedeu no cargo a Nádia Piazza – é novamente um grito de alerta para governantes ouvirem. Passam três anos esta quarta-feira do fatídico 17 de junho de 2017, e na região não há mudanças visíveis. No ano passado, por esta altura, quando o DN percorreu o caminho do fogo ao lado do engenheiro florestal Paulo Pimenta de Castro, ficava a ideia de que a região estava (de novo) transformada num barril de pólvora. Que num ano apenas aumentou em dimensão.

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