Multinacionais na China preparam mundo Covid com regras inovadoras - Plataforma Media

Multinacionais na China preparam mundo Covid com regras inovadoras

A Ford desenvolveu uma app para os clientes poderem comprar os carros online, que serão entregues à porta. Mas também os Hotéis Hilton, a Starbucks e outras estão a inovar

Multinacionais norte-americanas estabelecidas na China estão a inovar numa lista de regras de segurança para aplicar após a reabertura gradual das suas lojas e instalações. Regras tão inovadoras que poderão vir a ser exportadas para o mundo inteiro, escreve hoje o jornal Financial Times.

Da cadeia de cafés Starbucks, à gigante do automóvel Ford, passando pelo império da fast food Yum Brands (dona das cadeias Pizza Hut e KFC), as multinacionais com lojas em Wuhan e em outras cidades da China estão a inovar no que deve ser o mundo pós-Covid.

A Ford, por exemplo, que já se estava a confrontar com uma descida nas vendas na China antes da pandemia, decidiu poupar os clientes a riscos desncessários. A gigante da indústria automóvel norte-americana desenvolveu uma app para permitir aos clientes comprar os carros online, criando um futuro com “zero toques reais” em que os “automóveis higienizados” são entregues à porta do consumidor.

A Ford está também a desenvolver um método de a manufactura dos carros em fábrica ser feita garantindo aos operários uma maior distância entre postos de trabalho. “Este protocolo será extensível à Europa e será usado quando retomarmos as nossas operações em todo o mundo”, afirmou Jim Farley, o chefe de operações da fabricante norte-americana.

A cadeia de hotéis Hilton identificou “dez zonas sensíveis ao toque humano” nos quartos que vão passar a ser alvo de limpeza extra: interruptores, controlos remotos de televisão, maçanetas das portas e superfícies das casas de banho, acrescenta o artigo do Financial Times.

Rival Acoor, a maior cadeia hoteleira da Europa, adiantou que na China os seus hóspedes são sujeitos a medição de temperatura corporal, o que acontece na receção mas também nos seus restaurantes agregados.

O diretor executivo da Starbucks na China, Kevin Johnson, adiantou que a China ofereceu à cadeia de cafés norte-americana um guia de boas práticas que a multinacional vai adotar quando reabrir as suas lojas nos Estados Unidos para a semana. Incluem, por exemplo, a medição da temperatura dos empregados.

Em fevereiro, a Starbucks fechou as suas 4000 lojas na China mas a cadeia norte-americana já sossegou Wall Street garantindo que a “recuperação será total com o tempo”.

O mundo está de olhos postos nas práticas inovadoras que as multinacionais adotam no gigante asiático porque a retoma da economia chinesa será uma alavanca para o mundo.

Há já um legado da pandemia na China que vai ficar e terá a atenção mundial: as vendas online, que representavam 30% do comércio a retalho no país, aceleraram em março, segundo a Morgan Stanley, ” incluem agora novos consumidores, como os idosos”, afirmou o diretor executivo da Reckit Benckiser, o grupo de consumo.

Novas regras que se traduzem em novos comportamentos. Um admirável mundo pós-Covid.

Plataforma-Lisboa


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