Grandes potências bateram recorde de gastos militares antes da pandemia - Plataforma Media

Grandes potências bateram recorde de gastos militares antes da pandemia

O aumento generalizado dos gastos no setor da Defesa em todo o mundo traduziu-se num total de despesa de 1,9 biliões de dólares (1,7 mil biliões de euros), um novo recorde pelo terceiro ano consecutivo, noticia hoje o jornal espanhol El País, com base no relatório do Instituto Internacional de Estocolmo para a Investigação da Paz (SIPRI).

A subida assinalável da despesa militar entre os países da NATO, que representam 54% do total, juntamente com os aumentos de gastos na China. Índia e Rússia, levou a uma ascensão de 3,6%, a maior desde 2009, segundo o relatório do SIPRI.

Os Estados Unidos (EUA) gastaram com o setor da Defesa 732 mil milhões de dólares, 38% dos custos globais militares no mundo. O aumento deve-se, sobretudo, a custos de pessoal, por causa do recrutamento de 16.000 novos militares norte-americanos e da contínua modernização do arsenal de armas militares convencionais e nucleares dos EUA.

Nos Estados Unidos, a despesa no setor representa 3.4% do Produto Interno Briuto (PIB), a maior em todo o mundo.

O seu rival estratégico, a China, também aumentou os gastos em 5,1% até aos 261 mil milhões de dólares, o que é 14% do total mundial de despesa no setor, logo atrás dos EUA. O gigante asiático tem uma despesa de 1,9% do PIB com a Defesa.

Segundo o El País, os gastos militares destas duas potências representam 52% da despesa mundial com o setor da Defesa.

Em terceiro lugar na lista dos que mais gastam surge a Índia, que dispendeu 71,1 mil milhões de dólares em 2019, 3,7% da despesa mundial, o equivalente a 2,4% do seu PIB.

Em quarto, vem a Rússia com um gasto de 65,1 mil milhões de dólares, ou seja, 3,4% da despesa mundial com a Defesa, e 3,9% do seu PIB.

Alemanha subiu 10% na despesa

Em conjunto, a subida de gastos militares nos países da Aliança Atlàntica (NATO) representou um crescimento de 17% face a 2015. Ainda assim, apenas nove dos 30 membros da NATO cumprem com o compromisso de destinar 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) ao setor.

Entre os países da NATO a subida mais notável registou-se na Alemanha com um crescimento de 10% no ano passado até aos 49,3 milhões de dólares. O gasto de Berlim foi superior ao de Londres pela primeira vez desde o ano 2000 e ficou apenas 800 milhões abaixo do de Paris.

Nos últimos 30 anos, a atividade das Forças Armadas alemãs transformou-se para poder operar em zonas de conflito, geralmente sob o mandato da ONU ou da NATO, como aconteceu na Bósnia, Kosovo ou Afeganistão.

“Para além disso, os acontecimentos relacionados com Moscovo na última década, especialmente a anexação da Crimeia em 2014, aumentaram a perceção da ameaça russa, partilhada dentro da NATO”, assinala Pieter Wezeman, investigador do SIPRI e um dos autores do relatório.

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