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MAAT expõe porcelana de Bai Ming na Central Tejo

A Sala dos Geradores da Central Tejo do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, apresenta-se pela primeira vez como espaço de exposições este verão com uma mostra de mais de 200 peças do artista Bai Ming, o mais reconhecido ceramista chinês. 

“Branco e Azul”, inaugurada na última terça-feira por ocasião de uma visita do presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhang Dejiang, a Portugal, fica até 4 de Setembro no espaço da Fundação EDP. Insere-se num programa de intercâmbio cultural sino-português ao abrigo da iniciativa Faixa e Rota e, segundo o diretor-geral da Fundação, Miguel Coutinho, reflete a intenção da empresa-mãe do espaço, participada pela elétrica chinesa China Three Gorges, vir a incluir mais obras de artistas plásticos da China na sua programação.

A exposição pretende exibir um conjunto demonstrativo da obra de Bai Ming, cujo percurso se destaca pela renovação expressiva da pintura em porcelana, que no trabalho do artista se traduz em construções escultóricas orgânicas e na reevocação pictórica de motivos tradicionais e culturais típicos do imaginário sobre a China. As peças investigam também sobre materiais originais, com uma paleta de pigmentos onde se destacam o azul cobalto trazido pelas antigas rotas da seda que ligavam a China à Pérsia, mas também o cobre e a vulgar ferrugem. 

“Como artista, através do estudo e do treino técnico absorvo a tradição com estas peças, mas ao mesmo tempo, como artista que vive num tempo moderno, é muito importante também fazer esta transição da arte tradicional para a arte mais moderna. Estudei o material da porcelana para criar formas completamente diferente, impondo a minha expressão pessoal e artística”, explicou ao PLATAFORMA Bai Ming sobre o seu processo de criação.

A reinvenção da chamada “china”, o nome anglófono com que parte do Ocidente conheceu o vidrado das primeiras porcelanas domésticas, apoia-se nesta exposição num slogan político que está a tomar o discurso global: a China como promotora do diálogo e conectividade com as novas rotas da seda. Bai Ming não fica distante do conceito. “Nesta época de comunicação entre os povos, cada um de nós é um observador e simultaneamente um participante deste processo”, lembra. “Azul e Branco” reinventa a China a partir dos temas e motivos com que a imaginamos de fora. 

Maria Caetano

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