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Aliar Cultura e Turismo

O chefe do Governo de Macau, Chui Sai On, defendeu hoje que é preciso “combinar turismo e cultura” para fomentar o crescimento do setor e “desenvolver os recursos humanos”

“Temos de combinar turismo e cultura para que isso possa trazer maior crescimento ao setor. O turismo hoje dá-nos muitos desafios e oportunidades e temos de agarrar estas oportunidades, no sentido de desenvolver mais os recursos humanos”, afirmou Chui Sai On. O chefe do executivo falava segundafeira na abertura do 4.º Fórum de Economia de Turismo Global, em Macau, uma cerimónia que terminou com a assinatura de acordos e de um memorando de entendimento com a Organização Mundial de Turismo para o estabelecimento de um Centro Global para Educação e Formação em Turismo em Macau. Segundo a informação divulgada à imprensa, “este novo projeto permitirá aprofundar a cooperação entre as partes, providenciar programas de educação e formação, realizar estudos em turismo, bem como oportunidades de estágios para melhorar a qualidade dos recursos humanos de Macau, elevando assim a sua competitividade internacional enquanto destino turístico”.

Na cerimónia de abertura, Chui Sai On sublinhou que “os cidadãos de Macau podem usufruir dos frutos do desenvolvimento que o turismo traz à cidade”, observando que a região “tem a vantagem de [ser governada sob o princípio] ‘Um país, dois sistemas’ e de ter registado um desenvolvimento económico muito rápido”.

“Tudo isto são boas caraterísticas para podermos construir um centro de turismo internacional e também uma plataforma de parcerias económicas entre a China e os países de língua portuguesa”, acrescentou, invocando que já “há bastante cooperação” regional e internacional.

Para Chui Sai On, o facto de este fórum ser organizado pela quarta vez em Macau vai permitir “mostrar as vantagens de Macau a promover a cultura diversificada e as trocas internacionais”.

Por outro lado, destacou que o território “é uma referência importante” para a região da ÁsiaPacífico, “para promover o turismo de economia global”.

Já Edmundo Ho, antigo chefe do Executivo de Macau e presidente do fórum, sublinhou que o espetro da cooperação foi estendido desde os países que integram a antiga rota marítima da seda até às nações emergentes da América Latina. “‘Uma faixa, uma rota’ é uma ideia e uma proposta e nós gostaríamos de ver algumas parcerias com os países a nível mundial. Não simplesmente aqueles que estão diretamente ligados à rota da seda antiga”, afirmou.

Edmundo Ho referiu-se em particular aos países parceiros desta edição do fórum – os quatro membros da Aliança do Pacífico: Chile, Colômbia, México e Peru, nações com que a China tem vindo a “aumentar as trocas”.

“Esperamos que, ao utilizarmos esta plataforma que é o fórum, possamos ser capazes de promover o turismo entre a China e os países da América Latina e de construir novos interesses para um crescimento ulterior neste setor”, defendeu, apontando o turismo como “o pilar estratégico na economia” chinesa. A cerimónia de abertura do fórum contou ainda com o primeiroministro do Camboja, Hun Sen, que referiu que o progresso económico registado nos últimos anos na Ásia funcionou como motor do crescimento do turismo.

Hun Sen disse que “o turismo cultural é muito importante para o Camboja, com um peso que chega aos 80%”.crescimento ulterior neste setor”, defendeu, apontando o turismo como “o pilar estratégico na economia” chinesa

A cerimónia de abertura do fórum contou ainda com o primeiroministro do Camboja, Hun Sen, que referiu que o progresso económico registado nos últimos anos na Ásia funcionou como motor do crescimento do turismo.

Hun Sen disse que “o turismo cultural é muito importante para o Camboja, com um peso que chega aos 80%”.

16 DE OUTUBRO 2015

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