CENSURA DEMASIADO SENSÍVEL - Plataforma Media

CENSURA DEMASIADO SENSÍVEL

 

A imprensa oficial chinesa apela a uma maior sensibilidade por parte dos censores para a opinião pública, depois das reações negativas à remoção das imagens de decotes de um programa de televisão sobre a única imperatriz da China. O programa sobre Wu Zetian, que subiu ao poder no século VII, foi subitamente retirado do ar depois de estrear na Hunan TV no mês passado, alegadamente por “motivos técnicos”.

Quando regressou, uma semana depois, o programa – protagonizado pela atriz Fan Bingbing – tinha sido meticulosamente editado de modo a que as imagens das personagens femininas em vestidos de época moderadamente reveladores fossem cortados.

A medida gerou uma onda de indignação entre os utilizadores de Internet que acusaram os censores do país de terem ido longe demais ao quererem rescrever a história da moda na China.

No seu editorial de hoje, o jornal Global Times, próximo do Partido Comunista, afirma que, enquanto a censura era “maioritariamente executada por preocupações morais”, a reação pública deve servir de aviso para o futuro.

“Apesar de ser poderosa, a censura tem falta de autoridade. Assim, quando se usar censura, deve dar-se mais atenção à opinião pública de modo a conseguir apoio e a evitar incidentes semelhantes”, escreve o jornal.

Não obstante, o Global Times insiste que o sistema de controlo é necessário. “A realidade é que a censura existe em muitos países e é improvável que seja retirada na China”, afirma.

 

Este artigo está disponível em: 繁體中文

Assine nossa Newsletter