DILMA NA FRENTE, PELA PRIMEIRA VEZ - Plataforma Media

DILMA NA FRENTE, PELA PRIMEIRA VEZ

 

A Presidente tem 46% das intenções de voto, contra 43% do candidato do PSDB. O dólar subiu e a bolsa caiu.

 

A última sondagem do Datafolha, publicada na terça-feira, recolocou Dilma Rousseff na corrida para o Planalto. De acordo com aquelas previsões, a Presidente tem 46% das intenções de voto, numa subida de três pontos percentuais, relativamente à anterior sondagem, divulgada cinco dias antes, contra 43% do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que perde dois pontos.

Na mesma altura, registavam-se 6% de inquiridos que não sabem ainda em quem votar na segunda volta das presidenciais brasileiras, no próximo domingo. E outros 5% que admitem votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, menos um ponto percentual que na anterior sondagem.

Contabilizando apenas os votos válidos, Dilma surge com 52% e Aécio com 48%. Estas projeções significam um empate técnico, dada a margem de erro de dois pontos percentuais. É contudo a primeira sondagem Datafolha para a segunda volta em que a Presidente surge à frente do adversário do PSDB.

Na pesquisa Datafolha para a TV Globo e o jornal Folha de S. Paulo foram ouvidos 4389 eleitores no dia 20 de outubro.

“A classe média intermediária que vinha dividida, equilibrando uma disputa cristalizada nos extremos (pró-oposição entre os mais ricos e pró-governo entre os mais pobres), parece neste momento pender mais à reeleição de Dilma”, concluiu a Folha de S. Paulo.

 

DÓLAR EM ALTA, BOLSA EM BAIXA

A primeira consequência destes números, foi a valorização do dólar e a queda na bolsa. Na terça-feira, a moeda americana fechou em alta moderada, para R$ 2,477, numa subida de 0,70%. Durante a sessão, o dólar atingiu 2,50 R$ mas, depois, fixou-se ligeiramente abaixo.

As sondagens influenciaram igualmente o comportamento da Bolsa brasileira, que, na terça-feira, encerrou em baixa, com uma desvalorização de 3,44%, para 52.432. Tratou-se do pior resultado desde o dia 05 de junho deste ano, quando a Bolsa caiu para 51.558

“Houve uma mudança de cenário, com a Dilma passando o Aécio pela primeira vez para o segundo turno. Então, a Bolsa caiu, com os investidores embolsando lucros. A Bolsa ainda não voltou aos patamares mínimos do início do ano, mas já está devolvendo boa parte dos ganhos”, considerou Bruno Gonçalves, analista-chefe da Alpes/Wintrade Corretora, em declarações ao jornal Folha de S. Paulo.

 

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