BARCOS PARA A PESCA DO ATUM JÁ EM MOÇAMBIQUE - Plataforma Media

BARCOS PARA A PESCA DO ATUM JÁ EM MOÇAMBIQUE

 

Moçambique começou a receber os barcos de pesca para a Ematum, a empresa estatal de pesca de atum, que foi constituída com um fundo de 850 milhões de dólares em obrigações, numa transação que causou preocupações entre os principais doadores do país.

A Empresa Moçambicana de Atum SA, ou Ematum, foi criada em agosto do último ano. O Credit Suisse Group AG (CSGN) e o banco VTB Capital Plc financiaram a sua compra de barcos para a pesca do atum e depois embrulharam a dívida em obrigações que venderam a investidores.

“Já há cinco barcos entregues”, confirmou Cristina Matavele, diretora-executiva da Ematum, baseada em Maputo, numa declaração de 19 de setembro, citada pelo sítio eletrónico Maritime News. A Ematum tem como objetivo pescar 620 toneladas cúbicas do peixe, na campanha do atum que começa no próximo mês, acrescentou Matavele.

A empresa está a pagar 257 milhões de dólares por 24 barcos de pesca e seis patrulheiros, construídos nos estaleiros Constructions Mecaniques de Normandie SA (CMN), da Nomandia, França

A frota inclui ainda cinco barcos de patrulha anti-pirataria.

A Ematum fez um empréstimo de 500 milhões de dólares ao Credit Suisse e de 350 milhões aos russos do VTB Capital. A agência Moody’s Investors Service classificou esta operação como B1, quatro níveis abaixo do grau de investimento.

“A dívida será paga em sete anos, a partir do próximo ano, de acordo com as condições do empréstimo”, disse Cristina Matavele.

 

DOADORES AMEAÇAM

Os principais doadores de Moçambique, um grupo designado como Parceiros do Programa de Ajuda, são o Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento Africano, União Europeia, Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e o Reino Unido

Alguns destes doadores ameaçaram no último ano cortar ou adiar o apoio, devido ao caso Ematum.

Em Fevereiro, Standard & Poor’s baixou o rating de Moçambique, parcialmente devido, à “falta de transparência” na venda das obrigações

O país espera lucrar 90 milhões de dólares por ano com a pesca do atum, a partir do momento em que entre em funcionamento a frota de pesca. Atualmente, os lucros com a mesma atividade rondam apenas o milhão de dólares por ano.

 

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