MACAU PROMOVE TROCAS ENTRE SICHUAN E LUSOFONIA - Plataforma Media

MACAU PROMOVE TROCAS ENTRE SICHUAN E LUSOFONIA

Semana de promoção lusófona e de Macau em Sichuan reforçou o papel de plataforma da RAEM, apesar de críticas à falta de adesão

A “Semana Dinâmica de Macau – Chengdu, Sichuan” terminou com um seminário sobre oportunidades de investimento entre a China e a lusofonia.  Durante o evento, foram destacadas as virtudes de Macau como plataforma entre estes mercados, mas também criticada a pouca adesão à iniciativa.

“Os Países de Língua Portuguesa esperam atrair investimento de empresas chinesas e, por sua vez, as empresas chinesas esperam investimentos a curto e longo prazo e maior diversidade de informação sobre investimentos, especialmente na área cultural”, disse ao Plataforma Macau Zhao Sihai, do Gabinete de Apoio ao Secretariado  Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau).

Em forma de balanço, Zhao Sihai realçou que os chineses têm “uma compreensão sobre a situação do Brasil e de Portugal superior ao conhecimento dos outros países da língua portuguesa, que ainda não é suficiente”.

De acordo com a secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos, durante esta semana de promoção, as empresas “aceitaram o papel de Macau como plataforma” para as trocas comerciais entre a Comunidade de Países de Língua Portuguesa e a China.

“De forma a compreender as necessidades das empresas chinesas e lusófonas e para que ambas as partes encontrem empresas de Macau para negociações comerciais, as delegações dos países de língua portuguesa destacaram o papel de Macau como plataforma”, referiu Rita Santos.

A responsável adiantou que as empresas da China Continental esperam que o secretariado preste assistência aos futuros investimentos da lusofonia, como por exemplo na emissão de vistos para a entrada nestes mercados.

PARTICIPAÇÃO FRACA

 

Presente nesta semana de promoção de Macau, Hao Xiao Mei, representante do Grupo Sichuan Tai Feng, disse ao Plataforma Macau que os participantes fizeram apenas uma introdução resumida ao ambiente de investimento dos seus países. No entanto, continua Hao, uma apresentação de material mais detalhado poderia beneficiar a análise feita pelas empresas ao investimento.

Já a representante da Câmara de Comércio para a Importação e Exportação de Sichuan, Wang Ying, diz que o número de  participantes no evento foi reduzido. “A quantidade de negócios realizados também não foi elevada e o efeito global foi fraco.” A representante sugeriu que os organizadores devem mobilizar mais participantes através de associações locais.  “Além disso, a organização deve estar mais preparada”, reforçou.

 

SICHUAN APOIA FORMAÇÃO

DE MÉDICOS

 

Durante a jornada de promoção, realizou-se o «Colóquio sobre o Saneamento e Saúde Pública para os Países de Língua Portuguesa». O evento contou com a presença de 31 dirigentes de instituições de saúde e técnicos de serviços públicos dos sete países de língua portuguesa e da China. Em Sichuan, os especialistas visitaram a Academia de Ciências Médicas e o Hospital Popular.

O Plataforma Macau entrevistou a responsável pelo Centro de Emergência do Hospital Popular da Província de Sichuan. Wang Kairong elogiou a organização deste colóquio, acentuando que é uma “oportunidade de intercâmbio com os participantes dos outros países de língua portuguesa e uma forma de melhor compreender a sua situação, através das explicações e questões abordadas, assim como questões médicas e de saúde pública de interesse comum.”

Wang destacou o momento em que o presidente da Sociedade Farmacêutica de Macau, Wu Guoliang, falou sobre a Medicina Chinesa a estudantes em Macau. “Muitos dos participantes de língua portuguesa revelaram que esperam maior cooperação com Macau no setor da Medicina Tradicional Chinesa e na exportação de produtos de medicina chinesa para a esfera lusófona”.

O Hospital Popular da Província de Sichuan envia equipas médicas para Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau desde abril de 1976, de acordo com dados do Fórum. Ao todo, já estiveram em campo 57 equipas médicas e 673 especialistas de medicina. As equipas realizaram 29 formações completas e formaram 242 profissionais.

Para além da comunidade lusófona, este serviço médico presta apoio a outros 64 países. “Enviar assistência médica para África é uma das políticas da China e por isso deverão continuar a ser enviadas equipas para os países de língua portuguesa”, disse Wang Kairong.

A responsável espera que o Fórum de Macau possa apoiar Sichuan no campo da assistência médica e a ajudar a melhorar a cooperação e o intercâmbio entre Macau, China e os Países de Língua Portuguesa.

Este colóquio é o quarto num total de sete planeados pelo Fórum de Macau para 2014. O próximo evento será abordado o conceito e gestão da colaboração comunitária dos países de língua portuguesa.

 

Vivienne Lao

 

Este artigo está disponível em: 繁體中文

Assine nossa Newsletter